Presentes: Ana; Bruna; Joço; Larissa; Ludy; Rafa e Renata
Convidado: Joaquim Marques
Nesse encontro tínhamos como objetivo criar uma cena a partir da abertura da peça para ser apresentada no dia 09/06 na praça da Matriz com o "Teatro a bordo". Com a ajuda de custos que iríamos receber poderíamos comprar um instrumento percussivo.
Mesmo diante da falta de alguns integrantes, Lelis conduziu o grupo presente a criar algo potente para ser apresentado, infelizmente, não tivemos sucesso.
Decidimos não apresentar, já que para isso teríamos que ter mais um dia de ensaio, o que não seria possível para a totalidade do grupo.
Nessa roda de conversa, aproveitamos pra discutir as relações entre os integrantes e chamar atenção sobre a responsabilidade de um teatro de grupo. Segue um texto para reflexão de todos (as):
Mesmo diante da falta de alguns integrantes, Lelis conduziu o grupo presente a criar algo potente para ser apresentado, infelizmente, não tivemos sucesso.
Decidimos não apresentar, já que para isso teríamos que ter mais um dia de ensaio, o que não seria possível para a totalidade do grupo.
Nessa roda de conversa, aproveitamos pra discutir as relações entre os integrantes e chamar atenção sobre a responsabilidade de um teatro de grupo. Segue um texto para reflexão de todos (as):
O Teatro de Grupo constitui uma categoria de organização e produção teatral em que um núcleo de atores movidos por um mesmo objetivo e ideal realiza um trabalho em continuidade e, estendendo sua atuação a outras áreas, principalmente no que diz respeito à própria concepção do projeto estético e ideológico, o grupo acaba por criar uma linguagem que o identifica.
A prática coletiva do teatro não constitui em si uma modalidade, uma vez que essa arte tem como definição essencial a pluralidade: enquanto a pintura, a escultura, a literatura são artes solitárias, o teatro, ao contrário, além de ser criado por várias mãos, só se concretiza como arte no momento do espetáculo, ou seja, quando os espectadores se reúnem em um mesmo lugar para desfrutá-la. A formação de companhias é quase tão antiga quanto o próprio teatro e surge com a profissionalização como necessidade de sobrevivência.
O que chamamos de "teatro de grupo" não é, no entanto, a mera organização coletiva. Os grupos passam a usar este conceito para marcar sua posição de divergência em relação ao teatro empresarial, em que o ator não está engajado no projeto e a equipe se desfaz logo que a temporada termina, forma de produção cada vez mais presente no mercado teatral após o início dos anos 1970. Em lugar do salário pago pela empresa, o grupo remunera seus integrantes por meio de um sistema de cooperativa, o que faz dos atores os donos do empreendimento.
É em meados da década de 1970 que os grupos surgem e proliferam, muitos se utilizando da criação coletiva como técnica de construção do espetáculo. No Rio de Janeiro, destacam-se Asdrúbal Trouxe o Trombone, A Comunidade, Grupo Pão e Circo, Grupo Dia-a-Dia, e, em São Paulo, Pessoal do Victor, Teatro do Ornitorrinco, Macunaíma, Mambembe, Pod Minoga, entre outros. Nesse período não se fala contudo em Teatro de Grupo - de um lado porque os críticos e historiadores não creditam ao fenômeno importância histórica capaz de merecer um conceito, de outro lado porque os próprios grupos, recusando rótulos, evitam qualquer tipo de inserção histórica.








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